COLÉGIO ESTADUAL MACHADO DE ASSIS DE BARBOSA FERRAZ – ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E PROFISSIONAL PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA: MOACIR FERREIRA TEXTOS PRODUZIDOS PELO(A)S ALUNO(AS:

Foram feitas pequenas alterações de pontuação, acentuação, regências, grafia, ordem das informações do(a) aluna(o) etc. Aos mais antigos que não aparecem nesta publicação, meu pedido de desculpas. Se algum(a) aluno(a) tiver a sua produção e quiser disponibilizá-la, eu agradeço a iniciativa.

AUTORRETRATO

 Pequenina, Olhos doces e mãos suaves; Meiga e paparicada, O tempo passou, a criança cresceu, Fisicamente mudou. Por fora, muito diferente, Talvez irreconhecível, Mas com a mesma alma, O mesmo olhar, A mesma doçura. Daqui a dez, vinte anos, Posso estar irreconhecível novamente, mas, e minha alma, será a mesma?
(Andressa Colaço, n. 3, 2ª série C)

AUTORRETRATO

Pode ser até bobeira, mas já sinto que o tempo está passando, e com ele não tenho o mesmo “pique” de quando criança. Já não tenho aqueles olhos castanhos de quando alguém chegava com alguma boneca, aquela vontade de sair correndo. Agora tenho aquela vontade de gritar, mostrar de alguma forma para mim mesma que, para viver nesse mundo maluco, injusto, não pode ser quieta e aceitar tudo, mas, acima de tudo, ter o próprio jeito, tímida, e que sempre fica observando os outros.

MODERN COMFORT

Você nunca mais passará vexame!!! Não saia de casa com medo de se surpreender com manchas em sua roupa ...  Apresentamos a você “Modern Comfort”, calcinha que vem com absorvente embutido.
Não se preocupe mais com absorvente fora do lugar, irritabilidade e nem mesmo com a irregularidade de seu fluxo menstrual, pois você poderá sair com ela o dia que quiser e ninguém vai perceber, nem mesmo você.
Sinta mais conforto e segurança! Compre “Modern Comfort” e seja uma mulher moderna. (Fabiane Avanzi Rezende, n. 11, 2ª série

RISADA
Qual pessoa no mundo nunca deu uma risada? Todas elas expressam esse sentimento de alegria ou até mesmo o fazem quando estão nervosas. Mas, poucas as pessoas que se importam com o verdadeiro significado.
No período da Idade Média, não se podia expressar com risada, pois isso era motivo de deboche.
O riso pode ser de felicidade, mas também de humilhação. Quando uma pessoa cai em algum lugar público, vários são os que riam dela. Mas, para a vítima, isso é constrangedor. Crianças que sofrem de câncer, quando recebem uma visita inesperada que as fazem esquecer, por alguns minutos ou horas, o sofrimento, riem para os visitantes e àqueles que lhes prestam cuidados.
O ser humano deveria rir no momento e lugar certos, contribuir para a verdadeira risada e usufruir deste sentimento tão agradável.
Na maioria das vezes, um pequeno sorriso melhora o dia de uma pessoa com problema. A risada, que em muitos casos não valorizamos, deve ser expressada com gestos, pois no universo inteiro, só nós, seres humanos, somos capazes de sorrir. Então, boas risadas a todos!!! (Fabiane Avanzi Resende, n. 15, 3ª série

NOSSO NEO-SIMBOLISMO

O homem nasce, cresce, envelhece e morre. Todos sabem que isso é normal, e a maioria até aceitou. Infelizmente, aceitou tão bem que não respeita a vida. Isso faz com que retomemos o Simbolismo do final do século XIX, gritando a necessidade da ciência hu-mana.
O ciclo da vida deve ser respeitado para equilíbrio geral. Se isto não acontece, o homem é banalizado, e objetivos que deveriam acompanhá-lo ultrapassam-no.
Notando que estava ficando para trás das próprias invenções, o homem encontrou-se sem voz, e agora corre em busca do próprio valor.
O “neo-simbolismo” veio para explicar, de modo simples e direto, compreensível a todos, que a vida tem valor.
Através de objetos não concretos, postos à margem das evoluções científica e tecnológica, são representados sentimentos, emoções e virtudes. É o que realmente importa.
Usando expressões como “solução mágica” e “aniquilamento”, os “neo-simbolistas” protestam contra os seus materializadores. O Simbolismo não procurou o culpado, apenas “foi contra a maré” da coisificação do ser humano. Assim, tem-se uma “válvula de escape”, a demonstração do que somos e do que precisamos. (Carine A. Gonçalves, n. 5, 3ª série B. 31.10.2007)

COISIFICAÇÃO DO SER HUMANO

Compreendendo os fatos de hoje e o que acontecia no século XIX, podemos perceber um certo grau de coincidências a respeito da desvalorização dos costumes. Nessa época, vivia-se em pleno desenvolvimento científico-tecnológico; os poderosos estavam eufóricos com o progresso material. Para eles, o materialismo científico estava acima do sujeito, do humano. O objetivo desses burgueses era acumular capital e poder.
Hoje, não só se desvaloriza o sujeito, como se faz do próprio corpo instrumento de banalização da vida. As pessoas preocupam-se, ainda, com os mesmo bens materiais, mas, acrescidos de uma intensa busca do prazer através do sexo e do uso do corpo como objeto para exibição. As grandes consequências disso são os problemas de saúde pública: gravidez mal planejada, doenças sexualmente transmissíveis, abortos, principalmente os clandestinos.
Mas, como nem todos se rendem à moda e ao que parece ser o natural, surgem aqueles que, de uma forma ou de outra, tentam impedir os rápidos avanços das tendências modernas.
No século XIX, o movimento Simbolismo tinha como objetivo, através do misticismo e da espiritualidade, devolver a supremacia do sujeito sobre o objeto, e, portanto, repudiavam o imenso valor dado ao material. Esse papel, agora, é confiado, principalmente, às igrejas, aos líderes religiosos, que tentam mostrar que as crescentes tendências de hedonismo e relativismo moral e religioso só fazem o ser humano perder todos os seus limites e fazer o não permitido, mas que lhe dê o prazer instantâneo.
A verdade é que o mundo está sempre “dando voltas”, e um dia, tem que se reconciliar com Deus e, principalmente, consigo mesmo. Quem não ama a vida e o próprio corpo não percebe que está aniquilando-se e que deverá prestar contas de tudo o que fez ao longo de sua existência. (Carlos Moraes Pontes, n. 05, 3ª série D. 21.11.2007)

A COISIFICAÇÃO DO HOMEM

A Pós-Modernismo trouxe não só o conforto e praticidade social, como também decadência moral, ou seja, uma inversão de valores generalizada. Como consequência disso, o ser humano torna-se cada vez mais egocêntrico e individualista, assumindo, assim, uma atitude antissocial.
A base de uma sociedade é o amor ao próximo, respeito mútuo, prazer compartilhado. O homem atual nega sua própria humanidade tornando-se um espécie indefinida de vida, uma “coisa” em que o mais importante é o “eu mesmo”, um objeto que necessita sempre de algo mais. Essa “coisa” não se cansa de conquistar, de ser, de aparecer.
Certo pensador escreveu no templo de Delfos: “Homem, conhece-te a ti mesmo”. Quando o homem perde a noção daquilo que ele é e de sua finalidade, ele é tragado pela “onda” maléfica que, infelizmente, já o arremessou contra o “cais”.  Essa “coisa” insaciável quebra o decoro estabelecido pelo Criador; dominado pela soberba da vida, proclama-se um semideus. Essa “coisa” corrupta não assimila mais as regras universais, entregue à concupiscência dos olhos; estabelece leis para seu próprio deleite: anda segundo seu desejo; certo e justo é aquilo que lhe é próprio e lhe convém. Essa “coisa” prepotente não olha para cima, pois nada considera além de si mesmo. Impulsionado pela concupiscência da carne, é materialista, extorquindo o universo, “dinamita” seu próprio futuro.
O que acontecerá a esta “coisa”? Que “coisa” é esta? Aparentemente, um sociólogo, um político, um poeta, um simples tolo... de fato uma metamorfose adquirida voluntariamente, um ser a passos largos à perdição, uma “coisificação” do homem. (Keila dos Santos, n. 14, 3ª série A. 23.11.2007)

A COISIFICAÇÃO DO HOMEM

Em um mundo cada vez mais materializado, a figura do homem vem perdendo, gradativamente, sua essência vital e transformando-se em coisa.
Esta vulgarização da vida pode ser facilmente notada. Quando uma pessoa faz um seguro de vida, certamente está preocupada com as necessidades financeiras de seus entes queridos no momento de sua ausência.
Quando uma pessoa pensa na falta que ela própria pode fazer à sua família, faz um plano de saúde.
O ato de uma pessoa processar judicialmente alguém por danos morais, com o objetivo de receber uma indenização, pode ser interpretado com uma confirmação de que sua moral e dignidade podem ser compradas.
Afinal, é incoerente danos morais sendo recompensados com bens materiais. Por vingança, muitas vezes, as pessoas que foram moralmente danificadas acham justo tirar de alguém o que talvez tenha sido construído ao longo de uma vida inteira.
Frequentemente, vemos vidas transformarem-se em estatísticas. Em uma tragédia, cai como ofensa às famílias e amigos verem seus entes queridos tornarem-se números de corpos encontrados. Nas grandes empresas, cada funcionário desempenha uma determinada função todos os dias, como se fossem peças de uma máquina.
É preciso olhar mais para o menos prático da vida, cujas conquistas não são compradas, mas realmente conquistadas. O sorriso que se vê no comercial do banco não aparecerá estampado no rosto de quem fizer o que recomenda o locutor.
A essência da vida deve ser preservada com os valores, princípios e a moral.
(autor(a) não apresentada na folha do texto - 2009)
COISIFICAÇÃO DO HOMEM

Nos primeiros contatos com nossos conflitos, problemas; às primeiras decepções e dores temos a percepção de que no mundo há muita crueldade, desumanidade entre os seres.
Entre as pessoas, morre o amor, a fé. Coisifica-se o “homem”, pois este passa a ser um instrumento de finalidade suprema do prazer e sua vida torna-se banal, e ele deixa de ter o seu real valor. O homem deixa levar-se pelas coisas fáceis, agradáveis, prazerosas, pela generosidade, contribuindo, assim, para sua própria destruição; troca sua vida, vende-a para satisfazer seus prazeres, porque, para ele, tudo é verdadeiro, permitido, contanto que seja agradável e prazeroso.
O homem tem dado mais valor às coisas materiais: o dinheiro é sempre guardado numa máxima proteção. Por que não preservar a vida, que é única, que é o bem mais precioso?
O ser humano é dotado de inteligência e deve usá-la em prol da vida, da permanência da humanidade. De que adiantam tantos alertas, cuidados se o ser não valoriza a si mesmo, a sua vida, a sua existência?
(Janaína Aparecida P. Morais, n. 11, 3ª série. 30.11.2007)

NOVO MEMBRO NA FAMÍLIA

A chegada de um bebê é algo muito importante e exige cuidados, principalmente, quando já se tem mais criança na casa. À primeira vista, a menininha (ou o menininho) fica encantada(o) com a novidade e alegra-se ao ver o recém-nascido alimentando-se no seio da mãe.
Mas o encanto logo é substituído pelo ciúme, e a alegria transforma-se em desejo constante de ser o centro das atenções. O choro do bebê é um eco idêntico na boca da irmãzinha ou do irmãozinho maiores, cuja voz torna-se cada vez mais infantil, e tudo o que faz o bebê repete-se nele (ou nela).
Podemos entender a atitude dos pequenos como manha, mas tudo que é novo na nossa vida precisa de um processo de adaptação. E um novo membro na família, realmente, exige muito cuidado e atenção. E isso deve ser repartido igualmente.
(Caroline Andressa Buss, n. 05, 2ª série

A COPA DO MUNDO DE FUTEBOL NO BRASIL

 “Tão belo, tão alegre, tão rico!” É o que dizem os estrangeiros a respeito do Brasil. Pena que, na realidade, as coisas não são bem assim: pessoas passam fome, morrem de frio, vivem, literalmente, na miséria.
Enquanto crianças morrem em hospitais precários, o Governo utiliza milhões em dinheiro com reformas em estádios para a tão importante Copa do Mundo.
Quando se precisa de verba para a população, não é possível, mas para tais modificações, existe. E os brasileiros, com sua “tolice”, ficam felizes e honrados vendo seu dinheiro gasto em algo banal.
Ah! futebol, você sustenta apenas os seus participantes e o mundo aplaude sua glória. Parabéns aos produtores da “lavagem cerebral”!
(Larissa Fernanda Paro da Cunha, n. 24, 3ª série A)

ÁLCOOL E VOLANTE: PERIGO CONSTANTE

Existem várias leis que proíbem dirigir sobre o efeito de álcool. Porém é grande o percentual de motoristas que o fazem alcoolizados, causando graves acidentes, morrendo, anualmente, 1,8 milhão de pessoas no mundo.
Em consequência disso, várias leis são criadas com o objetivo de reverter essa situação. A última, que entrou em vigor dia 21 de junho, proíbe a venda de álcool nas rodovias e garante que todo motorista que for flagrado dirigindo alcoolizado pagará multa. E se houver acidente com vítimas, responderá por crime doloso.
Essa nova lei provocou muitas discussões, como a dos comerciantes que são contra, argumentando que a mesma diminuirá o lucro e, consequentemente, causará desemprego. Para outros, como o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, acreditam que a lei não trará prejuízo à sociedade, ao contrário, proporcionará muitos benefícios.
Todos os dias pode-se ver várias campanhas com aquela velha e conhecida frase: “Se beber, não dirija!”, porém são pouquíssimas as pessoas que têm consciência disso.
Então, talvez essa lei venha conscientizar a população de que onde acaba o seu direito começa o do próximo. E quem sabe, assim, as pessoas deem mais valor à vida, não transformando a alegria de hoje na tristeza do amanhã.
(Franciele Aparecida Leite, n. 13, 2ª série C)

SERÁ QUE DESCE REDONDO?

 21 de junho foi o dia a partir do qual passou a vigorar a nova lei n. 9 503, no artigo 5º, proibindo a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos às margens das rodovias.
Qual é o motivo de ser criada esta nova lei? Um dos principais seria o número de mortes causado pelo alcoolismo, muito preocupantes. Segundo o Ministério da Saúde e a OMS (Organização Mundial da Saúde), 1,8 milhão de mortes, em todo o mundo, anualmente, são causadas pelo álcool. Isso, talvez(?), pelo consumo de álcool que, entre as décadas de 70 e 90, só no Brasil, cresceu mais de 70%.
Outro dado que impressiona são os gastos públicos com tratamentos de dependentes alcoólicos – ultrapassam 36 milhões entre 2002 e 2006.
O presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares, no Distrito Federal, Clayton Machado, prevê que o prejuízo que os comerciantes das beiras de estrada terão será de 40%, e ainda afirma que sem todos esses recursos não poderá existir o grupo de trabalho que existe hoje. Já o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não acredita em todos esses prejuízos. Ele acha que os consumidores continuarão parando nos locais de venda!
Apesar de todos os contras e prós, eu ainda sou a favor da lei. E quanto à discussão sobre o desemprego por causa da proibição da venda de álcool, eu faço uma pergunta: “Qual seria preferível, pessoas desempregadas ou mortas?
(Caio Murilo de Sá, n. 08, 2ª série C)

GOVERNO PROÍBE VENDA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS EM RODOVIAS

Em 1º de janeiro de 2 006, a lei 9503, para os motoristas, foi alterada: a proibição de bebidas alcoólicas em rodovias, provocando opiniões diferentes.
Alguns dados mostram que, de janeiro a 31 de maio de 2 008, 4.199 motoristas foram multados com R$955,00 e a perda da Carteira de Habilitação Nacional (CHN) por motivo de embriaguez. Será que as pessoas estão contentes com isso?
Apesar de os donos de estabelecimentos à beira das rodovias poderem receber multa pela venda de bebidas alcoólicas acima da percentagem de 0,5ml, essa lei deveria ser mais rígida.
Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) denunciam que os gastos públicos com tratamentos de dependentes de álcool, em unidades extra hospitalares, entre 2 002 e 2 006, ultrapassam 36 milhões de reais. O problema é que eles não percebem que isso causa cerca de 1,8 milhões de mortes no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Justiça.
Diante disso tudo, ignorar o que estamos vivendo não seria uma atitude muito sensata.
(Rhaíssa Gabriely Silva, n. 27, 2ª série C)

LEI SECA: PROIBIÇÃO E BENEFÍCIOS

A lei que proíbe a venda de álcool nas rodovias mal foi implantada já vem causando muitas discussões e gerando polêmicas por todo o país. A principal delas é a do ponto de vista comercial, porque a lei implica a proibição total de venda de bebidas e acabou repercutindo em críticas pelos comerciantes às margens das rodovias.
Do ano 2002 a 2006, os gastos do SUS com acidentes causados pelo álcool ultrapassam trinta e seis milhões, dinheiro que poderia ser gasto com outros tipos de atendimento.
Segundo estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 88% das mortes em acidentes de trânsito apresentam álcool no sangue do condutor. Diante disso, a Medida Provisória adotada foi criar esta lei e, assim, diminuir as tragédias causadas pelo álcool.
O presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares, do Distrito Federal, estima a queda de 10% no faturamento dos estabelecimentos. Por isso, tamanha rejeição à lei por parte dos comerciantes.
Com um olhar mais otimista, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não acredita que a MP trará prejuízo aos estabelecimentos, e que, mesmo com a proibição, as pessoas continuarão alimentando-se e comprando nas estradas.
Sem dúvida, a Lei Seca ainda causará grandes discussões. No entanto, por ela nos beneficiar, resta apoiá-la e termos o real conhecimento de que a proibição ainda salvará muitas vidas, e, caso o indivíduo sobreviver, terá que pagar uma grande multa e perderá sua carteira.
Então “BEBIDA E DIREÇÃO NÃO!”
(João Raul, n. 19, 2ª série C)

A POLÊMICA DAS CÉLULAS-TRONCO

Segundo estudos, as células-tronco são extremamente importantes na realização de pesquisas para ajudar na cura de doenças, embora nem todos pensem da mesma maneira quanto ao tipo de célula que será utilizada: as células-tronco adultas ou embrionárias.
A utilização de células estaminais embrionárias, para fins de investigação e tratamentos médicos, varia de país para país. Em alguns é permitida, enquanto em outros é ilegal. Alguns pesquisadores e cientistas aprovam esses procedimentos, pois só consideram vida quando o feto estiver dentro do útero materno.
O pesquisador Stevens Rehen diz que as células-tronco embrionárias são o tipo celular de maior potencial terapêutico descoberto até hoje. Essas células foram capazes de aliviar ou curar diversas doenças, incluindo Mal de Parkinson e lesão de medula espinhal. No caso específico dessas doenças, há perda de neurônios, incapazes de serem produzidos a partir de células-tronco adultas.
No conceito da Igreja Católica, de uma parte dos cientistas e de muitas outras pessoas, se as células-tronco embrionária forem utilizada após a concepção, uma vida estará sendo destruída. Por esse motivo, são contra o seu uso delas, e a forma que são realizadas as pesquisas.
Como não concordar com essas pessoas, pois, se as pesquisas forem feitas com células-tronco adultas, podem ajudar na cura de muitas doenças sem impedir nenhuma vida?
(Aline Belinato, n 1, 3ª série C)

A DIFICULDADE DE ESCOLHA DE UMA PROFISSÃO

Está cada vez maior a priorização do dinheiro pelo homem. E, nos dias de hoje, quando o mercado de trabalho está mais concorrido e o custo de uma vida confortável alto, fica difícil escolher uma profissão que satisfaça às necessidades econômicas e traga, simultaneamente, realização pessoal.
Há, todos os anos, milhões de jovens ingressando no mercado de trabalho, sejam eles graduados, pós-graduados, ou ainda formados apenas no Ensino Médio ou profissionalizante. O fato é que, em todos os níveis, existe a concorrência. Muitos veem-se obrigados a aceitar a primeira oportunidade, ou ingressar em um curso universitário pelo preço a ser pago ou pelo número de vagas disponibilizado. A necessidade fala mais alto.
Terminando o Ensino Médio, é normal os jovens desesperarem-se ante a necessidade de fazer uma escolha decisiva para o futuro. Surge a preocupação de descobrir o dom, uma habilidade.
Muitos pais idealizam uma profissão para seus filhos que, pressionados, estes acabam cedendo. E escolhendo uma profissão sem pensar na satisfação pessoal, corre-se o risco de se tornar um profissional frustrado, incompetente, causando prejuízos a si e aos outros. Na hora de tal escolha, deve-se “pôr na balança” o lucro e a auto-realização. Pesquisar, conversar com profissionais das áreas pretendidas, fazer experiências, visitar as diversas escolas; se possível, fazer testes vocacionais confiáveis e, então, ter consciência de que só se dedicando muito será possível tornar-se competente o bastante para ser bem remunerado.
Quanto mais existirem profissionais fazendo o que gostam, mais justa será a concorrência. (Texto sem autoria mencionada. 01.10.2007)

REALIZAÇÃO PESSOAL PELO TRABALHO

Qual é o melhor meio de escolher uma profissão? Será que nos interessamos por uma profissão por causa do lucro, ou por gostarmos do que se faz nela? Cada pessoa tem um dom: umas, de salvar vidas; outras, de exercer autoridade como juiz, polícia, advogado etc.
É muito difícil aos jovens concluintes do Ensino Médio, num momento em que deve saber o que será cursado/trabalhado. De fato, inserir-se no mercado de trabalho é uma tarefa bastante árdua.
O primeiro emprego não é fácil! O melhor meio de tomar uma decisão profissional é fazer muitas pesquisas, informar-se, buscar sempre mais conhecimentos sobre as áreas de trabalho; entrevistar pessoas já formadas e que estão exercendo a profissão escolhida; sempre ouvir a opinião dos pais, sem deixar que eles decidam a profissão dos filhos - eles querem o melhor, mas não adianta realizar o sonho deles se não for o nosso também. Por exemplo, se for escolhido jogar futebol e os pais quiserem que se dedique à dança – as duas coisas são incompatíveis - tem-se que fazer o que se quer e alcançar, com isso, os objetivos pessoais. Claro que a finalidade é atingir metas de produção e de lucro bem sucedidos. É necessário, pois, estudar, trabalhar o bastante para isso.
O dinheiro é bem-vindo, mas não é o essencial para a vida. Fazer o que realmente gosta é gratificante para quem o está realizando.
O desemprego, uma das maiores preocupações do brasileiro, atualmente; o perfil profissional exigido pelo mercado refletem as alterações que estão acontecendo no cenário econômico global.
Os perfis profissionais fazem ocorrer alterações radicais, fazendo surgir novas posturas e relações de trabalho com o objetivo de atender às novas demandas apresentadas pelo mercado.
(Geise Mara Fernandes, n. 08, 3ª série A)

A APROVAÇÃO (OU NÃO) DO PROJETO “PARCERIA CIVIL REGISTRADA”

A homossexualidade existe há muito tempo. O que não havia acontecido era a discussão pública da questão: a legalização, ou não, da união civil entre pessoas do mesmo sexo. De um lado, grupos lutam a favor dela; de outro, instituições que a combatem.
A maioria dos brasileiros se mostra contrária ao casamento civil entre homossexuais. O resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Sensus mostra que 60,3% dos entrevistados não concordam com esse tipo de união. O estudo indica que 32,% são favoráveis, enquanto 7% não deram sua opinião.
A prática do homossexualismo fere a lei de Deus, que foi estabelecida desde a origem do mundo, para a qual o casamento deve ser entre um homem e uma mulher. Jesus deixou bem clara a sua posição sobre a sexualidade humana. Ele disse: “Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea?” E disse ainda: “Deixará o homem pai e mãe e se unirá a uma mulher, e serão uma só carne. Portanto, o que o Deus uniu o homem não separa.” (Mt. 19: 4-6).
O Estado e seus Tribunais têm autoridade para depreciar (sic) o casamento normal com a legalização com a legalização de formas anormais? Claro que não. A família natural existe antes do Estado e suas leis. Aliás, existe antes do movimento homossexual e seus vícios. Cabe a um povo sábio e temente a Deus ajudar a unidade federativa libertar-se dessa doença.
(Aline Belinato, n. 1, 3ª C)

PIRATARIA

Um estudo acadêmico mostrou o efeito que a pirataria de produtos e de marcas tem causado no Brasil, e que a maioria dos cidadãos não percebe.
Uma pesquisa feita pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro feita em nove capitais brasileiras mostra que o preço baixo é o maior atrativo para 93% dos consumidores entrevistados.
Os produtos pirateados estão sendo vendidos nas esquinas, por todos os lados e, enquanto nós pensarmos que estamos economizando, não percebemos os males que esses produtos podem causar às pessoas e ao meio ambiente. Um desses males diz respeito à saúde, pelo fato de muitos deles conterem substâncias cancerígenas em sua composição.
Um dos produtos comumente comprados são as peças para veículos (carros, ônibus etc.). Por causa deles, têm ocorrido vários acidentes cuja(s) causa(s) foi(ram) essas peças contrabandeadas.
“Então é o barato que sai caro”, diz Orlando Diniz, presidente da Fecomercio. O lucro dessas vendas ilegais é para poucos, mas os prejuízos são para todos e bem maiores, porque, segundo o Ministério da Justiça, por causa dessas vendas, o Brasil deixa de crias milhões de empregos. O que essas pessoas não imaginam é que esse produto ilegal atrapalha a economia brasileira e acaba prejudicando a população que poderia receber mais investimentos e gerar emprego, saúde, educação etc.
(Geisiele Belo, n. 14, 3ª série B)


TRÁFEGO AUTOMOTIVO

 “Tráfego proibido para caminhões entre as cinco e 21 horas.” Essa foi a notícia anunciada por autoridades brasileiras.
Criada para tentar solucionar o problema de trânsito em São Paulo, para algumas pessoas a solução não é bem essa. Segundo José Cândido, coordenador de tráfego da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), de São Paulo, “é muito fácil imaginar o trânsito sem caminhões, mas todos esquecem que nós necessitamos de sermos abastecidos de alguma forma para que possamos consumir”. Retirando um caminhão, quantos carros deverão circular no trânsito para fazer as mesmas entregas? Bem, sobra o horário noturno, mas e a “Lei do Silêncio”? E a segurança dessa cidade, uma das mais violentas do Brasil?
Sem caminhões, o trânsito flui melhor, porém as consequências serão altos custos das mercadorias, e as cidades do interior também sofrerão com os altos preços, pois 78% dos alimentos que chegam do interior são transportados por caminhões.
A solução, então, seria a criação do rodoanel, e, como diz Francisco Beltramo, cidadão paulista, ao invés de investir em policiais para autuar os caminhoneiros, as autoridades deveriam investir em novas linhas de metrôs.
(Gabriel Garcia, n. 13, 3ª série B)

SOCIEDADE DOENTE

Nossa sociedade está doente: não reconhecemos mais o grande valor que têm boas amizades, família, ou, de fato, uma vida; não temos mais orgulho de dizer que somos brasileiros, salvo em épocas de copas do mundo; vemos crianças dando à luz outras crianças que, por sua vez, não têm leite de qualidade para beber, pois este está adulterado com soda cáustica por empresas que visam apenas o lucro.
Será que há cura para essas enfermidades? Um dos principais obstáculos para melhorarmos é a inexistência de bons exemplos para seguirmos. Há policiais, por exemplo, que vendem armas a traficantes sem temer que seus próprios filhos, um dia, possam ser vítimas dessas mesmas armas. Todos esses mau caráter, que deveriam fazer cumprir a lei, criam um sentimento de impunidade. Tudo passa a ser liberado, contanto que seja vantajoso ao(s) autor(es) do ato ilícito.
Somando-se a essas infrações, ao transporte e comunicação em alta velocidade, forma-se uma tendência crescente de fazermos o quê e quando quisermos. O problema agrava-se ainda mais à medida que a cotação do dólar e do “carpe diem” supera o da vida. Nessa hora, o homem passa a servir ao capital e ao prazer, quando deveria ser o contrário. Pessoas começam a roubar, matar etc. Afinal, “dá moda”.
Numa crise como esta, antiquíssima, fica clara a ausência de uma solução imediata. Se nossa filosofia de vida está corrompida, deve ter havido erros no passado, pois é na infância que se forma a identidade de uma pessoa e é nessa fase que se deve agir.
Educação é a resposta. Países como a Coreia do Sul e Japão ratificam esta tese. Todavia, educar um filho não é fazer ele estudar exageradamente para que seja rico, mas formá-lo cidadão. Logo, fica a pergunta: “Será que nossos pais podem, realmente, dar-nos tudo o que não tiveram na nossa idade?” Ou melhor: “Será que houve algo que lhes faltou?” (Humberto Soares Júnior, n. 09, 3ª série A)


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