COLÉGIO ESTADUAL MACHADO DE ASSIS DE
BARBOSA FERRAZ – ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E PROFISSIONAL PROFESSOR DE LÍNGUA
PORTUGUESA E LITERATURA: MOACIR FERREIRA TEXTOS PRODUZIDOS PELO(A)S ALUNO(AS:
Foram
feitas pequenas alterações de pontuação, acentuação, regências, grafia, ordem
das informações do(a) aluna(o) etc. Aos mais antigos que não aparecem nesta
publicação, meu pedido de desculpas. Se algum(a) aluno(a) tiver a sua produção
e quiser disponibilizá-la, eu agradeço a iniciativa.
AUTORRETRATO
Pequenina, Olhos doces e mãos suaves; Meiga e
paparicada, O tempo passou, a criança cresceu, Fisicamente mudou. Por fora,
muito diferente, Talvez irreconhecível, Mas com a mesma alma, O mesmo olhar, A
mesma doçura. Daqui a dez, vinte anos, Posso estar irreconhecível novamente, mas,
e minha alma, será a mesma?
(Andressa
Colaço, n. 3, 2ª série C)
AUTORRETRATO
Pode
ser até bobeira, mas já sinto que o tempo está passando, e com ele não tenho o
mesmo “pique” de quando criança. Já não tenho aqueles olhos castanhos de quando
alguém chegava com alguma boneca, aquela vontade de sair correndo. Agora tenho
aquela vontade de gritar, mostrar de alguma forma para mim mesma que, para
viver nesse mundo maluco, injusto, não pode ser quieta e aceitar tudo, mas,
acima de tudo, ter o próprio jeito, tímida, e que sempre fica observando os
outros.
MODERN COMFORT
Você
nunca mais passará vexame!!! Não saia de casa com medo de se surpreender com
manchas em sua roupa ... Apresentamos a
você “Modern Comfort”, calcinha que vem com absorvente embutido.
Não
se preocupe mais com absorvente fora do lugar, irritabilidade e nem mesmo com a
irregularidade de seu fluxo menstrual, pois você poderá sair com ela o dia que
quiser e ninguém vai perceber, nem mesmo você.
Sinta
mais conforto e segurança! Compre “Modern Comfort” e seja uma mulher moderna.
(Fabiane Avanzi Rezende, n. 11, 2ª série
RISADA
Qual
pessoa no mundo nunca deu uma risada? Todas elas expressam esse sentimento de
alegria ou até mesmo o fazem quando estão nervosas. Mas, poucas as pessoas que
se importam com o verdadeiro significado.
No
período da Idade Média, não se podia expressar com risada, pois isso era motivo
de deboche.
O
riso pode ser de felicidade, mas também de humilhação. Quando uma pessoa cai em
algum lugar público, vários são os que riam dela. Mas, para a vítima, isso é
constrangedor. Crianças que sofrem de câncer, quando recebem uma visita
inesperada que as fazem esquecer, por alguns minutos ou horas, o sofrimento,
riem para os visitantes e àqueles que lhes prestam cuidados.
O
ser humano deveria rir no momento e lugar certos, contribuir para a verdadeira
risada e usufruir deste sentimento tão agradável.
Na
maioria das vezes, um pequeno sorriso melhora o dia de uma pessoa com problema.
A risada, que em muitos casos não valorizamos, deve ser expressada com gestos,
pois no universo inteiro, só nós, seres humanos, somos capazes de sorrir.
Então, boas risadas a todos!!! (Fabiane Avanzi Resende, n. 15, 3ª série
NOSSO NEO-SIMBOLISMO
O
homem nasce, cresce, envelhece e morre. Todos sabem que isso é normal, e a
maioria até aceitou. Infelizmente, aceitou tão bem que não respeita a vida.
Isso faz com que retomemos o Simbolismo do final do século XIX, gritando a
necessidade da ciência hu-mana.
O
ciclo da vida deve ser respeitado para equilíbrio geral. Se isto não acontece,
o homem é banalizado, e objetivos que deveriam acompanhá-lo ultrapassam-no.
Notando
que estava ficando para trás das próprias invenções, o homem encontrou-se sem
voz, e agora corre em busca do próprio valor.
O
“neo-simbolismo” veio para explicar, de modo simples e direto, compreensível a
todos, que a vida tem valor.
Através
de objetos não concretos, postos à margem das evoluções científica e
tecnológica, são representados sentimentos, emoções e virtudes. É o que realmente
importa.
Usando
expressões como “solução mágica” e “aniquilamento”, os “neo-simbolistas”
protestam contra os seus materializadores. O Simbolismo não procurou o culpado,
apenas “foi contra a maré” da coisificação do ser humano. Assim, tem-se uma
“válvula de escape”, a demonstração do que somos e do que precisamos. (Carine
A. Gonçalves, n. 5, 3ª série B. 31.10.2007)
COISIFICAÇÃO DO SER HUMANO
Compreendendo
os fatos de hoje e o que acontecia no século XIX, podemos perceber um certo
grau de coincidências a respeito da desvalorização dos costumes. Nessa época,
vivia-se em pleno desenvolvimento científico-tecnológico; os poderosos estavam
eufóricos com o progresso material. Para eles, o materialismo científico estava
acima do sujeito, do humano. O objetivo desses burgueses era acumular capital e
poder.
Hoje,
não só se desvaloriza o sujeito, como se faz do próprio corpo instrumento de
banalização da vida. As pessoas preocupam-se, ainda, com os mesmo bens
materiais, mas, acrescidos de uma intensa busca do prazer através do sexo e do
uso do corpo como objeto para exibição. As grandes consequências disso são os
problemas de saúde pública: gravidez mal planejada, doenças sexualmente transmissíveis,
abortos, principalmente os clandestinos.
Mas,
como nem todos se rendem à moda e ao que parece ser o natural, surgem aqueles
que, de uma forma ou de outra, tentam impedir os rápidos avanços das tendências
modernas.
No
século XIX, o movimento Simbolismo tinha como objetivo, através do misticismo e
da espiritualidade, devolver a supremacia do sujeito sobre o objeto, e,
portanto, repudiavam o imenso valor dado ao material. Esse papel, agora, é
confiado, principalmente, às igrejas, aos líderes religiosos, que tentam
mostrar que as crescentes tendências de hedonismo e relativismo moral e
religioso só fazem o ser humano perder todos os seus limites e fazer o não
permitido, mas que lhe dê o prazer instantâneo.
A
verdade é que o mundo está sempre “dando voltas”, e um dia, tem que se
reconciliar com Deus e, principalmente, consigo mesmo. Quem não ama a vida e o
próprio corpo não percebe que está aniquilando-se e que deverá prestar contas
de tudo o que fez ao longo de sua existência. (Carlos Moraes Pontes, n. 05, 3ª
série D. 21.11.2007)
A COISIFICAÇÃO DO HOMEM
A
Pós-Modernismo trouxe não só o conforto e praticidade social, como também
decadência moral, ou seja, uma inversão de valores generalizada. Como
consequência disso, o ser humano torna-se cada vez mais egocêntrico e
individualista, assumindo, assim, uma atitude antissocial.
A
base de uma sociedade é o amor ao próximo, respeito mútuo, prazer
compartilhado. O homem atual nega sua própria humanidade tornando-se um espécie
indefinida de vida, uma “coisa” em que o mais importante é o “eu mesmo”, um
objeto que necessita sempre de algo mais. Essa “coisa” não se cansa de
conquistar, de ser, de aparecer.
Certo
pensador escreveu no templo de Delfos: “Homem, conhece-te a ti mesmo”. Quando o
homem perde a noção daquilo que ele é e de sua finalidade, ele é tragado pela
“onda” maléfica que, infelizmente, já o arremessou contra o “cais”. Essa “coisa” insaciável quebra o decoro
estabelecido pelo Criador; dominado pela soberba da vida, proclama-se um
semideus. Essa “coisa” corrupta não assimila mais as regras universais,
entregue à concupiscência dos olhos; estabelece leis para seu próprio deleite:
anda segundo seu desejo; certo e justo é aquilo que lhe é próprio e lhe convém.
Essa “coisa” prepotente não olha para cima, pois nada considera além de si
mesmo. Impulsionado pela concupiscência da carne, é materialista, extorquindo o
universo, “dinamita” seu próprio futuro.
O
que acontecerá a esta “coisa”? Que “coisa” é esta? Aparentemente, um sociólogo,
um político, um poeta, um simples tolo... de fato uma metamorfose adquirida
voluntariamente, um ser a passos largos à perdição, uma “coisificação” do
homem. (Keila dos Santos, n. 14, 3ª série A. 23.11.2007)
A COISIFICAÇÃO DO HOMEM
Em
um mundo cada vez mais materializado, a figura do homem vem perdendo,
gradativamente, sua essência vital e transformando-se em coisa.
Esta
vulgarização da vida pode ser facilmente notada. Quando uma pessoa faz um
seguro de vida, certamente está preocupada com as necessidades financeiras de
seus entes queridos no momento de sua ausência.
Quando
uma pessoa pensa na falta que ela própria pode fazer à sua família, faz um
plano de saúde.
O
ato de uma pessoa processar judicialmente alguém por danos morais, com o
objetivo de receber uma indenização, pode ser interpretado com uma confirmação
de que sua moral e dignidade podem ser compradas.
Afinal,
é incoerente danos morais sendo recompensados com bens materiais. Por vingança,
muitas vezes, as pessoas que foram moralmente danificadas acham justo tirar de
alguém o que talvez tenha sido construído ao longo de uma vida inteira.
Frequentemente,
vemos vidas transformarem-se em estatísticas. Em uma tragédia, cai como ofensa
às famílias e amigos verem seus entes queridos tornarem-se números de corpos encontrados.
Nas grandes empresas, cada funcionário desempenha uma determinada função todos
os dias, como se fossem peças de uma máquina.
É
preciso olhar mais para o menos prático da vida, cujas conquistas não são
compradas, mas realmente conquistadas. O sorriso que se vê no comercial do
banco não aparecerá estampado no rosto de quem fizer o que recomenda o locutor.
A
essência da vida deve ser preservada com os valores, princípios e a moral.
(autor(a)
não apresentada na folha do texto - 2009)
COISIFICAÇÃO DO HOMEM
Nos
primeiros contatos com nossos conflitos, problemas; às primeiras decepções e
dores temos a percepção de que no mundo há muita crueldade, desumanidade entre
os seres.
Entre
as pessoas, morre o amor, a fé. Coisifica-se o “homem”, pois este passa a ser
um instrumento de finalidade suprema do prazer e sua vida torna-se banal, e ele
deixa de ter o seu real valor. O homem deixa levar-se pelas coisas fáceis,
agradáveis, prazerosas, pela generosidade, contribuindo, assim, para sua
própria destruição; troca sua vida, vende-a para satisfazer seus prazeres,
porque, para ele, tudo é verdadeiro, permitido, contanto que seja agradável e
prazeroso.
O
homem tem dado mais valor às coisas materiais: o dinheiro é sempre guardado
numa máxima proteção. Por que não preservar a vida, que é única, que é o bem
mais precioso?
O
ser humano é dotado de inteligência e deve usá-la em prol da vida, da
permanência da humanidade. De que adiantam tantos alertas, cuidados se o ser
não valoriza a si mesmo, a sua vida, a sua existência?
(Janaína
Aparecida P. Morais, n. 11, 3ª série. 30.11.2007)
NOVO MEMBRO NA FAMÍLIA
A
chegada de um bebê é algo muito importante e exige cuidados, principalmente,
quando já se tem mais criança na casa. À primeira vista, a menininha (ou o
menininho) fica encantada(o) com a novidade e alegra-se ao ver o recém-nascido
alimentando-se no seio da mãe.
Mas
o encanto logo é substituído pelo ciúme, e a alegria transforma-se em desejo
constante de ser o centro das atenções. O choro do bebê é um eco idêntico na
boca da irmãzinha ou do irmãozinho maiores, cuja voz torna-se cada vez mais
infantil, e tudo o que faz o bebê repete-se nele (ou nela).
Podemos
entender a atitude dos pequenos como manha, mas tudo que é novo na nossa vida
precisa de um processo de adaptação. E um novo membro na família, realmente,
exige muito cuidado e atenção. E isso deve ser repartido igualmente.
(Caroline
Andressa Buss, n. 05, 2ª série
A COPA DO MUNDO DE FUTEBOL NO BRASIL
“Tão belo, tão alegre, tão rico!” É o que
dizem os estrangeiros a respeito do Brasil. Pena que, na realidade, as coisas
não são bem assim: pessoas passam fome, morrem de frio, vivem, literalmente, na
miséria.
Enquanto
crianças morrem em hospitais precários, o Governo utiliza milhões em dinheiro
com reformas em estádios para a tão importante Copa do Mundo.
Quando
se precisa de verba para a população, não é possível, mas para tais
modificações, existe. E os brasileiros, com sua “tolice”, ficam felizes e honrados
vendo seu dinheiro gasto em algo banal.
Ah!
futebol, você sustenta apenas os seus participantes e o mundo aplaude sua
glória. Parabéns aos produtores da “lavagem cerebral”!
(Larissa
Fernanda Paro da Cunha, n. 24, 3ª série A)
ÁLCOOL E VOLANTE: PERIGO CONSTANTE
Existem
várias leis que proíbem dirigir sobre o efeito de álcool. Porém é grande o
percentual de motoristas que o fazem alcoolizados, causando graves acidentes,
morrendo, anualmente, 1,8 milhão de pessoas no mundo.
Em
consequência disso, várias leis são criadas com o objetivo de reverter essa
situação. A última, que entrou em vigor dia 21 de junho, proíbe a venda de
álcool nas rodovias e garante que todo motorista que for flagrado dirigindo
alcoolizado pagará multa. E se houver acidente com vítimas, responderá por
crime doloso.
Essa
nova lei provocou muitas discussões, como a dos comerciantes que são contra,
argumentando que a mesma diminuirá o lucro e, consequentemente, causará
desemprego. Para outros, como o ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
acreditam que a lei não trará prejuízo à sociedade, ao contrário, proporcionará
muitos benefícios.
Todos
os dias pode-se ver várias campanhas com aquela velha e conhecida frase: “Se
beber, não dirija!”, porém são pouquíssimas as pessoas que têm consciência
disso.
Então,
talvez essa lei venha conscientizar a população de que onde acaba o seu direito
começa o do próximo. E quem sabe, assim, as pessoas deem mais valor à vida, não
transformando a alegria de hoje na tristeza do amanhã.
(Franciele
Aparecida Leite, n. 13, 2ª série C)
SERÁ QUE DESCE REDONDO?
21 de junho foi o dia a partir do qual passou
a vigorar a nova lei n. 9 503, no artigo 5º, proibindo a venda de bebidas
alcoólicas em estabelecimentos às margens das rodovias.
Qual
é o motivo de ser criada esta nova lei? Um dos principais seria o número de
mortes causado pelo alcoolismo, muito preocupantes. Segundo o Ministério da
Saúde e a OMS (Organização Mundial da Saúde), 1,8 milhão de mortes, em todo o
mundo, anualmente, são causadas pelo álcool. Isso, talvez(?), pelo consumo de
álcool que, entre as décadas de 70 e 90, só no Brasil, cresceu mais de 70%.
Outro
dado que impressiona são os gastos públicos com tratamentos de dependentes
alcoólicos – ultrapassam 36 milhões entre 2002 e 2006.
O
presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares, no Distrito
Federal, Clayton Machado, prevê que o prejuízo que os comerciantes das beiras
de estrada terão será de 40%, e ainda afirma que sem todos esses recursos não
poderá existir o grupo de trabalho que existe hoje. Já o Ministro da Saúde,
José Gomes Temporão, não acredita em todos esses prejuízos. Ele acha que os
consumidores continuarão parando nos locais de venda!
Apesar
de todos os contras e prós, eu ainda sou a favor da lei. E quanto à discussão
sobre o desemprego por causa da proibição da venda de álcool, eu faço uma
pergunta: “Qual seria preferível, pessoas desempregadas ou mortas?
(Caio
Murilo de Sá, n. 08, 2ª série C)
GOVERNO PROÍBE VENDA DE BEBIDAS
ALCOÓLICAS EM RODOVIAS
Em
1º de janeiro de 2 006, a lei 9503, para os motoristas, foi alterada: a
proibição de bebidas alcoólicas em rodovias, provocando opiniões diferentes.
Alguns
dados mostram que, de janeiro a 31 de maio de 2 008, 4.199 motoristas foram
multados com R$955,00 e a perda da Carteira de Habilitação Nacional (CHN) por
motivo de embriaguez. Será que as pessoas estão contentes com isso?
Apesar
de os donos de estabelecimentos à beira das rodovias poderem receber multa pela
venda de bebidas alcoólicas acima da percentagem de 0,5ml, essa lei deveria ser
mais rígida.
Dados
do Sistema Único de Saúde (SUS) denunciam que os gastos públicos com
tratamentos de dependentes de álcool, em unidades extra hospitalares, entre 2
002 e 2 006, ultrapassam 36 milhões de reais. O problema é que eles não
percebem que isso causa cerca de 1,8 milhões de mortes no mundo, segundo dados
da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Justiça.
Diante
disso tudo, ignorar o que estamos vivendo não seria uma atitude muito sensata.
(Rhaíssa
Gabriely Silva, n. 27, 2ª série C)
LEI SECA: PROIBIÇÃO E BENEFÍCIOS
A
lei que proíbe a venda de álcool nas rodovias mal foi implantada já vem
causando muitas discussões e gerando polêmicas por todo o país. A principal
delas é a do ponto de vista comercial, porque a lei implica a proibição total
de venda de bebidas e acabou repercutindo em críticas pelos comerciantes às
margens das rodovias.
Do
ano 2002 a 2006, os gastos do SUS com acidentes causados pelo álcool ultrapassam
trinta e seis milhões, dinheiro que poderia ser gasto com outros tipos de
atendimento.
Segundo
estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 88% das mortes em
acidentes de trânsito apresentam álcool no sangue do condutor. Diante disso, a
Medida Provisória adotada foi criar esta lei e, assim, diminuir as tragédias
causadas pelo álcool.
O
presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares, do
Distrito Federal, estima a queda de 10% no faturamento dos estabelecimentos. Por
isso, tamanha rejeição à lei por parte dos comerciantes.
Com
um olhar mais otimista, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não acredita
que a MP trará prejuízo aos estabelecimentos, e que, mesmo com a proibição, as
pessoas continuarão alimentando-se e comprando nas estradas.
Sem
dúvida, a Lei Seca ainda causará grandes discussões. No entanto, por ela nos
beneficiar, resta apoiá-la e termos o real conhecimento de que a proibição
ainda salvará muitas vidas, e, caso o indivíduo sobreviver, terá que pagar uma
grande multa e perderá sua carteira.
Então
“BEBIDA E DIREÇÃO NÃO!”
(João
Raul, n. 19, 2ª série C)
A POLÊMICA DAS CÉLULAS-TRONCO
Segundo
estudos, as células-tronco são extremamente importantes na realização de
pesquisas para ajudar na cura de doenças, embora nem todos pensem da mesma
maneira quanto ao tipo de célula que será utilizada: as células-tronco adultas
ou embrionárias.
A
utilização de células estaminais embrionárias, para fins de investigação e
tratamentos médicos, varia de país para país. Em alguns é permitida, enquanto
em outros é ilegal. Alguns pesquisadores e cientistas aprovam esses
procedimentos, pois só consideram vida quando o feto estiver dentro do útero
materno.
O
pesquisador Stevens Rehen diz que as células-tronco embrionárias são o tipo
celular de maior potencial terapêutico descoberto até hoje. Essas células foram
capazes de aliviar ou curar diversas doenças, incluindo Mal de Parkinson e
lesão de medula espinhal. No caso específico dessas doenças, há perda de
neurônios, incapazes de serem produzidos a partir de células-tronco adultas.
No
conceito da Igreja Católica, de uma parte dos cientistas e de muitas outras
pessoas, se as células-tronco embrionária forem utilizada após a concepção, uma
vida estará sendo destruída. Por esse motivo, são contra o seu uso delas, e a
forma que são realizadas as pesquisas.
Como
não concordar com essas pessoas, pois, se as pesquisas forem feitas com
células-tronco adultas, podem ajudar na cura de muitas doenças sem impedir
nenhuma vida?
(Aline
Belinato, n 1, 3ª série C)
A DIFICULDADE DE ESCOLHA DE UMA
PROFISSÃO
Está
cada vez maior a priorização do dinheiro pelo homem. E, nos dias de hoje,
quando o mercado de trabalho está mais concorrido e o custo de uma vida
confortável alto, fica difícil escolher uma profissão que satisfaça às
necessidades econômicas e traga, simultaneamente, realização pessoal.
Há,
todos os anos, milhões de jovens ingressando no mercado de trabalho, sejam eles
graduados, pós-graduados, ou ainda formados apenas no Ensino Médio ou
profissionalizante. O fato é que, em todos os níveis, existe a concorrência.
Muitos veem-se obrigados a aceitar a primeira oportunidade, ou ingressar em um
curso universitário pelo preço a ser pago ou pelo número de vagas
disponibilizado. A necessidade fala mais alto.
Terminando
o Ensino Médio, é normal os jovens desesperarem-se ante a necessidade de fazer
uma escolha decisiva para o futuro. Surge a preocupação de descobrir o dom, uma
habilidade.
Muitos
pais idealizam uma profissão para seus filhos que, pressionados, estes acabam
cedendo. E escolhendo uma profissão sem pensar na satisfação pessoal, corre-se
o risco de se tornar um profissional frustrado, incompetente, causando
prejuízos a si e aos outros. Na hora de tal escolha, deve-se “pôr na balança” o
lucro e a auto-realização. Pesquisar, conversar com profissionais das áreas
pretendidas, fazer experiências, visitar as diversas escolas; se possível,
fazer testes vocacionais confiáveis e, então, ter consciência de que só se
dedicando muito será possível tornar-se competente o bastante para ser bem
remunerado.
Quanto
mais existirem profissionais fazendo o que gostam, mais justa será a
concorrência. (Texto sem autoria mencionada. 01.10.2007)
REALIZAÇÃO PESSOAL PELO TRABALHO
Qual
é o melhor meio de escolher uma profissão? Será que nos interessamos por uma
profissão por causa do lucro, ou por gostarmos do que se faz nela? Cada pessoa
tem um dom: umas, de salvar vidas; outras, de exercer autoridade como juiz,
polícia, advogado etc.
É
muito difícil aos jovens concluintes do Ensino Médio, num momento em que deve
saber o que será cursado/trabalhado. De fato, inserir-se no mercado de trabalho
é uma tarefa bastante árdua.
O
primeiro emprego não é fácil! O melhor meio de tomar uma decisão profissional é
fazer muitas pesquisas, informar-se, buscar sempre mais conhecimentos sobre as
áreas de trabalho; entrevistar pessoas já formadas e que estão exercendo a
profissão escolhida; sempre ouvir a opinião dos pais, sem deixar que eles
decidam a profissão dos filhos - eles querem o melhor, mas não adianta realizar
o sonho deles se não for o nosso também. Por exemplo, se for escolhido jogar
futebol e os pais quiserem que se dedique à dança – as duas coisas são
incompatíveis - tem-se que fazer o que se quer e alcançar, com isso, os
objetivos pessoais. Claro que a finalidade é atingir metas de produção e de
lucro bem sucedidos. É necessário, pois, estudar, trabalhar o bastante para
isso.
O
dinheiro é bem-vindo, mas não é o essencial para a vida. Fazer o que realmente
gosta é gratificante para quem o está realizando.
O
desemprego, uma das maiores preocupações do brasileiro, atualmente; o perfil
profissional exigido pelo mercado refletem as alterações que estão acontecendo
no cenário econômico global.
Os
perfis profissionais fazem ocorrer alterações radicais, fazendo surgir novas
posturas e relações de trabalho com o objetivo de atender às novas demandas
apresentadas pelo mercado.
(Geise
Mara Fernandes, n. 08, 3ª série A)
A APROVAÇÃO (OU NÃO) DO PROJETO
“PARCERIA CIVIL REGISTRADA”
A
homossexualidade existe há muito tempo. O que não havia acontecido era a
discussão pública da questão: a legalização, ou não, da união civil entre
pessoas do mesmo sexo. De um lado, grupos lutam a favor dela; de outro,
instituições que a combatem.
A
maioria dos brasileiros se mostra contrária ao casamento civil entre
homossexuais. O resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Sensus
mostra que 60,3% dos entrevistados não concordam com esse tipo de união. O
estudo indica que 32,% são favoráveis, enquanto 7% não deram sua opinião.
A
prática do homossexualismo fere a lei de Deus, que foi estabelecida desde a
origem do mundo, para a qual o casamento deve ser entre um homem e uma mulher.
Jesus deixou bem clara a sua posição sobre a sexualidade humana. Ele disse:
“Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea?” E disse
ainda: “Deixará o homem pai e mãe e se unirá a uma mulher, e serão uma só
carne. Portanto, o que o Deus uniu o homem não separa.” (Mt. 19: 4-6).
O
Estado e seus Tribunais têm autoridade para depreciar (sic) o casamento normal
com a legalização com a legalização de formas anormais? Claro que não. A
família natural existe antes do Estado e suas leis. Aliás, existe antes do
movimento homossexual e seus vícios. Cabe a um povo sábio e temente a Deus
ajudar a unidade federativa libertar-se dessa doença.
(Aline
Belinato, n. 1, 3ª C)
PIRATARIA
Um
estudo acadêmico mostrou o efeito que a pirataria de produtos e de marcas tem
causado no Brasil, e que a maioria dos cidadãos não percebe.
Uma
pesquisa feita pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro feita em nove
capitais brasileiras mostra que o preço baixo é o maior atrativo para 93% dos
consumidores entrevistados.
Os
produtos pirateados estão sendo vendidos nas esquinas, por todos os lados e,
enquanto nós pensarmos que estamos economizando, não percebemos os males que
esses produtos podem causar às pessoas e ao meio ambiente. Um desses males diz
respeito à saúde, pelo fato de muitos deles conterem substâncias cancerígenas
em sua composição.
Um
dos produtos comumente comprados são as peças para veículos (carros, ônibus
etc.). Por causa deles, têm ocorrido vários acidentes cuja(s) causa(s) foi(ram)
essas peças contrabandeadas.
“Então
é o barato que sai caro”, diz Orlando Diniz, presidente da Fecomercio. O lucro
dessas vendas ilegais é para poucos, mas os prejuízos são para todos e bem
maiores, porque, segundo o Ministério da Justiça, por causa dessas vendas, o
Brasil deixa de crias milhões de empregos. O que essas pessoas não imaginam é
que esse produto ilegal atrapalha a economia brasileira e acaba prejudicando a
população que poderia receber mais investimentos e gerar emprego, saúde,
educação etc.
(Geisiele
Belo, n. 14, 3ª série B)
TRÁFEGO AUTOMOTIVO
“Tráfego proibido para caminhões entre as
cinco e 21 horas.” Essa foi a notícia anunciada por autoridades brasileiras.
Criada
para tentar solucionar o problema de trânsito em São Paulo, para algumas
pessoas a solução não é bem essa. Segundo José Cândido, coordenador de tráfego
da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), de São Paulo, “é muito fácil
imaginar o trânsito sem caminhões, mas todos esquecem que nós necessitamos de
sermos abastecidos de alguma forma para que possamos consumir”. Retirando um
caminhão, quantos carros deverão circular no trânsito para fazer as mesmas
entregas? Bem, sobra o horário noturno, mas e a “Lei do Silêncio”? E a
segurança dessa cidade, uma das mais violentas do Brasil?
Sem
caminhões, o trânsito flui melhor, porém as consequências serão altos custos
das mercadorias, e as cidades do interior também sofrerão com os altos preços,
pois 78% dos alimentos que chegam do interior são transportados por caminhões.
A
solução, então, seria a criação do rodoanel, e, como diz Francisco Beltramo,
cidadão paulista, ao invés de investir em policiais para autuar os
caminhoneiros, as autoridades deveriam investir em novas linhas de metrôs.
(Gabriel
Garcia, n. 13, 3ª série B)
SOCIEDADE DOENTE
Nossa
sociedade está doente: não reconhecemos mais o grande valor que têm boas
amizades, família, ou, de fato, uma vida; não temos mais orgulho de dizer que
somos brasileiros, salvo em épocas de copas do mundo; vemos crianças dando à
luz outras crianças que, por sua vez, não têm leite de qualidade para beber,
pois este está adulterado com soda cáustica por empresas que visam apenas o
lucro.
Será
que há cura para essas enfermidades? Um dos principais obstáculos para
melhorarmos é a inexistência de bons exemplos para seguirmos. Há policiais, por
exemplo, que vendem armas a traficantes sem temer que seus próprios filhos, um
dia, possam ser vítimas dessas mesmas armas. Todos esses mau caráter, que
deveriam fazer cumprir a lei, criam um sentimento de impunidade. Tudo passa a
ser liberado, contanto que seja vantajoso ao(s) autor(es) do ato ilícito.
Somando-se
a essas infrações, ao transporte e comunicação em alta velocidade, forma-se uma
tendência crescente de fazermos o quê e quando quisermos. O problema agrava-se
ainda mais à medida que a cotação do dólar e do “carpe diem” supera o da vida.
Nessa hora, o homem passa a servir ao capital e ao prazer, quando deveria ser o
contrário. Pessoas começam a roubar, matar etc. Afinal, “dá moda”.
Numa
crise como esta, antiquíssima, fica clara a ausência de uma solução imediata.
Se nossa filosofia de vida está corrompida, deve ter havido erros no passado,
pois é na infância que se forma a identidade de uma pessoa e é nessa fase que
se deve agir.
Educação
é a resposta. Países como a Coreia do Sul e Japão ratificam esta tese. Todavia,
educar um filho não é fazer ele estudar exageradamente para que seja rico, mas
formá-lo cidadão. Logo, fica a pergunta: “Será que nossos pais podem,
realmente, dar-nos tudo o que não tiveram na nossa idade?” Ou melhor: “Será que
houve algo que lhes faltou?” (Humberto Soares Júnior, n. 09, 3ª série A)
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